//Séries//+70

“Nós fomos a resistência do choro”

A trajetória de uma das figuras centrais do choro paulistano: Izaías do Bandolim

texto Itamar Dantas

Izaías do Bandolim (ao centro) e seus companheiros do grupo Izaías e Seus Chorões. Foto: divulgação

Izaías Bueno de Almeida, ou Izaías do Bandolim, é figura central do choro paulistano. Nascido em 7 de junho de 1937, o músico tocou com personagens importantes, como Pixinguinha, Jacob do Bandolim,  Dino 7 Cordas, Altamiro Carrilho e Radamés Gnattali, e com seu grupo deu vida a antigos programas da TV Cultura dedicados ao gênero musical, como o Choro das Sextas-Feiras  e A Alegria do Choro.

O músico era amigo de Antônio D’Áuria, outra figura fundamental do choro de São Paulo. Em sua casa, na Avenida Rudge, no bairro Casa Verde, D’Áuria promovia uma famosa roda de choro na qual recebia grandes músicos de outras partes do Brasil que estavam de passagem pela capital paulista. O Conjunto Atlântico, do qual mais tarde Izaías faria parte, foi criado por Antônio D’Áuria.

No domingo, 29 de setembro de 2013, os 60 anos de carreira de Izaías do Bandolim ganharam homenagem no centro de São Paulo, na Praça das Artes, onde ele se apresentou com seu regional e com os convidados Quintal Brasileiro, Lulinha de Alencar, Proveta e Toninho Carrasqueira. Em seu conjunto, Izaías e seus Chorões, o bandolinista é acompanhado do irmão, Israel 7 Cordas, e de Edmilson Capelupi (violão de 6 cordas), Haroldo Capelupi (cavaquinho) e José Reli (pandeiro).

Para a seção +70, o músico conta um pouco de sua trajetória, que se mistura com a história do choro em São Paulo.

ÁLBUM – Como se iniciou o interesse pela música? O bandolim foi o primeiro instrumento?
IZAÍAS DO BANDOLIM – Comecei muito criança, porque meu pai tocava clarinete. Ele era ferroviário e por isso não se profissionalizou na música, mas tocava muito bem. De acordo com os relatos da minha família, no dia seguinte ao meu nascimento, ele fez uma roda: chamou os amigos para comemorar. Quer dizer, está no sangue. Tenho a impressão de que a gente absorve tudo isso. Meu pai passou a me ensinar teoria e solfejo, mas ainda sem a preferência por instrumento. Até que veio parar em minhas mãos um cavaquinho dado por meu avô materno. E eu não sabia como afinar aquilo e afinei como se fosse um bandolim. E meu pai, que também não sabia, deixou assim. Ele, muito entusiasmado com a minha musicalidade, falou: “Esta é a mesma afinação do violino. Você vai estudando, se prepara”. Ele queria me preparar para ser violinista, tocar em orquestra sinfônica. E tinha muita razão, porque orquestra sinfônica antigamente tinha registro em carteira, era uma beleza. Eram funcionários públicos. E eu vim estudando. Depois, ele pediu a um amigo um violino emprestado para que eu estudasse, mas eu não me dei bem, não. Eu já tocava coisinhas de ouvido no cavaquinho para desgosto dele. Já estava tocando chorinho, procurando tocar o que eu ouvia. Uma vez ele comentou com a minha mãe: “Coitado desse rapaz, não tem futuro nenhum, vai tocar choro a vida toda e não vai aprender nada”.

E o primeiro contato com o bandolim?
Em um aniversário meu, ele me deu um bandolim de presente. Eu me dei bem porque gostava muito de Jacob do Bandolim. Ouvi o Jacob tocar pela primeira vez em 1947. Ouvia aqueles discos de 78 rotações. Não existia partitura de fácil acesso naquela época. Você conseguia muitas partituras para piano, mas não era a que eu queria. Eu queria as melodias para estudar. E aí comecei a escrever o que ouvia. E isso foi uma escola do meu pai. “Faça o seguinte: vai escrevendo aquilo que você está ouvindo para não esquecer.” E foi de grande valia essa coisa toda. Daí descobri alguns garotos que tocavam no bairro e formei meu primeiro conjunto. E a Casa Verde era um manancial de bons músicos de corda. Foi o primeiro bairro que conheci com muitos músicos bons de instrumentos de cordas.

O senhor vê alguma razão específica para isso?
O pessoal se reunia nos botequins. Havia os violonistas, os cavaquinistas, mas era muito difícil um instrumento de sopro. Não entendo o porquê também. Existia essa coisa de que a Casa Verde era o reduto dos instrumentos de corda e a Lapa era o reduto dos flautistas. Montada lá pelo João Dias Carrasqueira [seu filho, Toninho Carrasqueira, participará do show em homenagem aos 60 anos de carreira de Izaías, realizado no Theatro Municipal de São Paulo]. Talvez seja até uma coisa espiritual, de se reunirem os instrumentistas em determinado lugar para tocar. Tinha aquela garotada que gostava de tocar. Então montei meu primeiro conjunto: tinha um violão, um cavaquinho e um pandeiro; chamava-se Bola Preta. E veio meu irmão em seguida também, que é seis anos mais novo. O conjunto durou alguns anos.

E como o senhor conheceu o Antônio D’Áuria?
Trabalho desde os 12 anos de idade. Comecei como office boy numa empresa e acabei conhecendo uma loja de instrumentos musicais, que fazia choro todas as tardes, a Del Vecchio. Foi onde conheci o Antônio D’Áuria. Eu tocava uns dois ou três chorinhos e me meti a tocar na roda. Ele gostou e falou: “Você tem tendência para isso. E me deu o seu endereço, na Avenida Rudge, na Casa Verde. E eu passei a estudar choro com ele – um grande incentivador. Ele reuniu um grupo de amigos que tocava com ele, do Conjunto Atlântico, para ir à casa do Jacob em Jacarepaguá. Era um sonho dourado! Então fui muito menino conhecer o Jacob, e seu arquivo. Até que ele foi contratado pela TV Record, aqui em São Paulo. Paralelamente a esse negócio do D’Áurea, eu tocava em um programa chamado Grêmio Juvenil Tupi, da Rádio Tupi, que era comandado pelo Homero Silva. Tocava lá com o regional do rádio. No Grêmio, conheci muita gente, a Hebe Camargo, o Zequinha do Pandeiro, que tocou comigo, o Régis Cardoso [ator e diretor de TV, 1934-2005].

O senhor conheceu o Garoto também?
O Jacob deu um cartão para o D’Áuria e disse: “Você me procure na Rádio Nacional quando for lá. Com 16 anos de idade eu estava entrando na Rádio Nacional do Rio de Janeiro pela primeira vez. Era uma rádio fabulosa, foi onde conheci Radamés Gnattali, Pixinguinha; até o perfume daquele ambiente ficou na minha memória. Fiquei completamente extasiado com aquele negócio. Chegando lá, um sujeito não nos deixou entrar. Então voltamos. “Vamos fazer uma hora, depois eu ligo para o Jacob.” Nesse meio-tempo, quando estávamos indo a um restaurante, encontramos o Garoto, imagine só… Foi amigo do D’Áuria aqui em São Paulo, antes de se fixar no Rio de Janeiro:

– O que vocês estão fazendo aqui?, perguntou.
– Vim com uns amigos. Jacob me disse para procurá-lo, mas estou encontrando uma barreira, disse D’Áuria.
– Que barreira?! Vamos lá!

Aí entramos! E foi então que conheci esse pessoal todo. E foi uma emoção muito grande. Eu tinha 16 anos… Depois, o Jacob foi contratado aqui pela TV Record, em 1954. Foi a inauguração do Parque Ibirapuera, 400 anos de São Paulo. E tiveram muitas festas homenageando São Paulo. Vieram Pixinguinha, Almirante, Donga, João da Baiana, toda essa turma da velha guarda, veio o Jacob. E foi onde pude conhecer mais chorões que começaram a frequentar a casa do D’Áuria – um ponto de encontro. Dali, fui para a Noite dos Choristas, produzida pelo Jacob na Record e que congregou mais de cem músicos.

Como foi essa Noite dos Choristas?
Em 1954, Jacob começou a planejar essa noite, que aconteceria em 1955 –um único programa que seria exibido na TV e Rádio Record. Ele congregou uma base de cem músicos para mais. E eu fui convidado também. Alguns músicos sabiam bastante, outros menos. Essa noite deu margem para uma segunda, no ano seguinte. Ele vinha uma vez por semana e passava três ou quatro dias. Nós fomos grandes amigos. E dessa Noite dos Choristas foi um passo para eu ser contratado para tocar em outros lugares, com convite para gravar discos.

Quando começou a história com o Conjunto Atlântico?
O Conjunto Atlântico é muito antigo. Antes, tinha um bandolinista chamado Amador Pinho, que foi também um dos meus grandes incentivadores. Eu frequentava as rodas do Conjunto Atlântico e tinha meu próprio conjunto. Aí o Amador Pinho se mudou para Minas Gerais e o D’Áuria me convidou para tocar com ele. Então ficou um negócio mais ou menos em paralelo: Izaías e seus Chorões e Conjunto Atlântico. No grupo Izaías e seus Chorões nós não éramos profissionais, nunca fomos profissionais. Todos trabalhavam, estudavam. Então eu passei a tocar com o D’Áuria e o Conjunto Atlântico, mas também de forma amadora. A gente ensaiava nas sextas-feiras, porque nos sábados não trabalhávamos, podíamos varar a noite.

O senhor trabalhou durante toda a sua trajetória? Fez como o próprio Jacob do Bandolim, que era funcionário público e pedia ao pessoal da época de ouro que também entrasse na vida pública?
Eles eram um pouco diferentes porque eram funcionários públicos e tinham mais tempo para tocar do que para trabalhar. Funcionário público no Rio de Janeiro era uma beleza! Eles ensaiavam em dia de semana. Eu trabalhava em empresa. Estudei contabilidade, minha função principal. Comecei a trabalhar aos 12 anos de idade, trabalhava durante o dia e estudava à noite. E assim foi durante longos anos. E ainda praticava música, porque não é só tocar, você tem de estudar… Agora não, agora estou aposentado, posso viver inteiramente para a música, como vivo. Se bem que não sou tão profissional assim, porque o choro não tem grande procura, né? Toco porque gosto! Não enveredei para outros caminhos, como o Hamilton de Holanda – o bandolim não tem mais segredos para ele. Posso até garantir que é o maior bandolinista que existe no Brasil! Ele começou tocando choro também, mas foi inteligente, não ficou somente nesse negócio. Ele toca jazz, forró, samba, bossa nova, tudo que aparece. E toca o bandolim com dez cordas. Ele é sensacional! Eu fiquei no choro! E o choro não tem tanta procura assim. A música instrumental em si já é difícil, né? Nós não temos uma assessoria, um empresário que possa jogar isso. O público aceita o que a mídia manda.

Em algum momento da carreira o senhor pensou em sair de São Paulo e ir para o Rio de Janeiro? Quis se aventurar?
Nunca tive esse espírito de aventura, sempre fui muito medroso para essas coisas. Eu trabalhava numa empresa, fazia a folha de pagamento do pessoal todo. De mais de cem funcionários. E fui convidado para ficar 40 dias no Japão. Não aceitei em virtude disto: no Japão, eu ganharia em dólares o que eu demoraria quase um ano para ganhar na minha função no Brasil, mas depois de 40 dias ficaria sem emprego. Isso foi ensinamento do meu pai, que eu até falo para determinados músicos. Tem um rapaz que toca cavaquinho comigo, o Getúlio; ele está interessado em fazer vida artística. É certo que quando faz um cachê ele ganha mais do que 15 dias de trabalho. Mas eu segui um conselho do meu pai, que era: Ganhe pouco e ganhe sempre! Sempre tive o pé no chão. Sempre procurei trabalhar dessa forma. É o lema do meu pai. Ele aconselhou a mim e ao meu irmão também, que foi bancário, publicitário, uma série de coisas, mas nunca profissional de música. É difícil, viu? Ainda mais tocando bandolim! Se você toca um baixo, sanfona, bateria, teclado, tem procura. Mas bandolim não tem procura. Choro não tem procura. Não sei explicar, mas acho que não existe divulgação. Há muitos bandolinistas que estão indo para os Estados Unidos dar aulas, mas ainda não cristalizou. Há escolas, conservatórios, um monte de alunos estudando, mas quantos estão trabalhando?

>> OUÇA O ESPECIAL JACOB DO BANDOLIM

O choro de São Paulo tem uma marca?
Na realidade, estamos muito perto do choro do Rio de Janeiro. A Rádio Nacional abrangeu o Brasil todo. Na minha época, ouviam-se muito a Rádio Nacional, os conjuntos de choro nacionais, o regional da rádio Mayrink Veiga, o Regional do Canhoto. Foi um dos mais famosos. Ouviam-se o conjunto de Pixinguinha, a orquestra do Radamés Gnattali. A gente está muito próximo. E existe sotaque sim, mas a história do choro é a do Rio de Janeiro. Quando os produtores paulistas vão fazer algum programa sobre isso, chamam os cariocas. Mas, veja bem, essa história do choro foi muito assessorada por paulistas, por mineiros, por gaúchos… Radamés Gnattali é gaúcho; Orlando Silveira, grande acordeonista e arranjador, é paulista; Garoto é paulista; a Orquestra Tabajara é do pessoal do Nordeste. Então o pessoal do Rio de Janeiro foi muito assessorado por pessoas de outros estados. Como capital da República houve a convergência para lá. Deram-me conselhos: “Se você quer vencer, vá para o Rio de Janeiro. É tudo Rio de Janeiro”. O Garoto pensou dessa forma e foi para o Rio.

Quando o choro em São Paulo começou a ganhar destaque?
O choro estava completamente esquecido quando veio a bossa nova. A bossa nova foi criada no Rio de Janeiro por um grupo de jovens que tocava violão em um apartamento, mas, veja bem, a bossa nova é muito rica harmonicamente. Os chorões ortodoxos de antigamente até me chamavam a atenção: “Você está dando mais atenção à bossa nova do que ao choro”. Não é questão disso. É que a bossa nova foi uma boa música! Estou contradizendo até meu grande amigo e fã José Ramos Tinhorão. Ele pega no meu pé porque sempre gostei do Tom Jobim. Mas Jobim foi um grande compositor. Está certo que ele teve influências jazzísticas, mas começou com o choro, ele deu uma linguagem para a bossa nova que foi muito bem-aceita pelos norte-americanos. Ajudou a dar visibilidade à música brasileira. Aquele concerto do Carnegie Hall…. E a música brasileira estava muito esquecida, tinha uma invasão de boleros, de fox, de o diabo que entrava aqui. E a bossa nova veio cobrir essa lacuna. Então, tenho muito respeito pela bossa nova.

Apesar de ter apagado um pouco o choro…
Apagou sim, apagou um pouco, e eles eram muito críticos; eles nos chamavam de quadrados. Mesmo assim eu respeito. Porque nessa época nós começamos a utilizar muita coisa que era da bossa nova, principalmente na harmonia. Nós tínhamos uma harmonia tradicional e aproveitamos alguma coisa deles, certos acordes foram incorporados na nossa música. Isso já veio com o Garoto, que tinha uma percepção muito moderna. Ele, o [violonista] Laurindo de Almeida… Em 1949, o Laurindo de Almeida [1917-1995] gravou um choro chamado “Brasiliense”, já com características modernas. O Laurindo foi muito novo para os Estados Unidos e por lá ficou. Morreu agora, há alguns anos. Num capítulo do livro falo isto, que o gênero que o Rio de Janeiro tinha criado, o choro, estava esquecido até 1950, 1960 e pouco, na época do advento da bossa nova estava completamente esquecido. O Jacob vinha a São Paulo para tocar com a gente e se queixava de que lá estavam esquecendo o choro. Nós fomos o pessoal da resistência do choro. Daí surgiu o programa Choro das Sextas-Feiras. José Ramos Tinhorão, frequentador assíduo das nossas rodas, dizia que não existia nada disso no Brasil. O gênero que o Rio de Janeiro tinha lançado ele próprio tinha esquecido. E nós fomos os relançadores do choro aqui. O Tinhorão nos apresentou o Júlio Lerner, recém-contratado da TV Cultura. Nós fizemos o programa, que ficou oito anos no ar. Ninguém tinha tempo, era todo mundo amador, e aí fazíamos na sexta porque ninguém precisava levantar cedo no sábado, por isso Choro das Sextas-Feiras. Nós conseguíamos trazer músicos do Brasil todo, e o programa era transmitido em todas as TVs educativas do Brasil: O Choro das Sextas-Feiras e depois A Alegria do Choro.


Comente um pouco desses 60 anos de choro.
Sessenta anos de semiprofissionalismo. Foi com 16 anos que comecei a tocar em programas de TV, bares, essa coisa toda. Mas comecei a estudar bandolim com 12 anos de idade, 60 anos de carreira. Faço isso com prazer, é o meu divertimento, é o meu hobby, é muito agradável fazer isso. Financeiramente não, é um negócio que não deu nada, eu vivo da minha aposentadoria e de outros negócios que tenho. Mas de música não. Ela me deu mais prejuízo que qualquer outra coisa. Porque você paga para tocar. Nós gravamos uma vez a convite da Band, o Fino do Bandolim, o Fino do Sertanejo, um monte de finos. E eles nos pediram que gravássemos a música dos Beatles pelo regional. E nós gravamos. Foi a única coisa em que financeiramente eu me dei bem. Mas a minha moral foi para baixo. Eu ia lá na Del Vecchio tocando músicas do Beatles, imagine só…

– Foi um tapa na cara que você deu na gente: tocar Beatles!
– Mas foi em ritmo de choro!
– Não interessa, música dos Beatles….

Mas foi bom! Comprei meu primeiro Fusca com o dinheiro desse disco. E aí não fizeram mais! Fiz isso por causa de dinheiro. Estava ruim de grana. Encontrei com o Tinhorão, que escrevia à época para o Jornal do Brasil, e ele dizia: “Não escrevi nada, hein! Porque se eu escrever é para meter o malho!”.

Comente três discos marcantes da sua carreira.
Gravei um LP chamado Pé na Cadeira, título de um frevo do Vicente Salvia, recentemente falecido, que trabalhava com Antônio Edgar Gianolo em uma firma de jingles. Faziam somente comerciais. Gianolo foi um grande violonista e o Vicente era pianista. E depois gravei com o Toninho Carrasqueira, com composições de Pixinguinha e Patápio, com boa qualidade! E agora gravei o CD que saiu pelo Sesc, Valsas e Retratos, com o Quintal Brasil. Tenho tocado muito com o meu conjunto. Estamos até muito tranquilos com relação a isso, porque é o conjunto de choro que mais tem se apresentado aqui em São Paulo. Não temos do que nos queixar.

  1. Dado importante:
    No domingo, 29 de setembro de 2013, os 60 anos de carreira de Izaías do Bandolim ganharam homenagem no centro de São Paulo, na Praça das Artes, onde ele se apresentou com seu regional e com os convidados. E também foi feito, em conjunto, o lançamento do primeiro livro sobre o choro local: “Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo”, que é muito importante e, inclusive, já foi motivo de matéria aqui no espaço do Itaú Cultural em http://albumitaucultural.org.br/notas/ficar-preso-a-historia-oficial-e-uma-coisa-perigosa/
    Uma publicação especial da Fundação Theatro Municipal de São Paulo !!
    Obrigado.
    Prof. José Amaral

    | José de Almeida Amaral Júnior

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