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Entre as dicas de Lucas Santtana está o pianista britânico James Blake, uma das sensações da música contemporânea

texto Itamar Dantas

O cantor e compositor Lucas Santtana (esq.) e uma de suas dicas: a película Ex Isto (dir.), de Cao Guimarães. Fotos: divulgação

No dia 18 de agosto, o cantor e compositor Lucas Santtana se apresentou na Sala Itaú Cultural, em São Paulo, durante a segunda edição do Festival Continuum, realizado em comemoração do lançamento da 38a edição da Revista Continuum, que também contou com shows de Metá Metá, Kl Jay, Maurício DTS e Ylsão, além do escritor Ferréz e do fotógrafo Daryan Dornelles.

Baiano radicado há muitos anos no Rio de Janeiro, Santtana é dono de uma longa história no mercado fonográfico brasileiro. Em 1993, participou como flautista do álbum Tropicália 2, encabeçado por Caetano Veloso e Gilberto Gil em homenagem aos 25 anos do Tropicalismo. Como compositor, já teve canções interpretadas por Gilberto Gil, Rita Lee e Marisa Monte. Mas é como protagonista de sua própria história que o cantor e compositor carioca põe o pé na estrada neste 2012: divulga o seu quinto álbum solo, O Deus que Devasta mas Também Cura, lançado em fevereiro deste ano.

Para a seção Tô Assobiando, Santtana deu dicas que atravessam o cinema, a música e a arte contemporânea.

[FILME] Ex Isto, de Cao Guimarães
Esse filme de 2010 tem como referência o livro Catatau, do Paulo Leminsky. É meio documental, meio ficção. O Cao Guimarães filmou o Antônio Miguel andando pelas ruas de uma forma muito solta. O diretor é atento a coisas que acontecem enquanto ele está filmando, se atém a detalhes. No enredo, a razão europeia vem para os trópicos e aqui ela se derrete, não se afirma. No meio do filme, o protagonista fuma maconha, perde a razão e se embrenha nos trópicos. É um filme bem interessante.

[MÚSICA] James Blake – Ao vivo
Tenho ouvido muito o James Blake ao vivo. Ele é um pianista britânico, de 23 anos. Fui a um show dele no Rio de Janeiro e gostei bastante. Ele faz um tipo de som que usa muito bem o espaço, quase não tem ritmo. É um caminho de composição… Escuto mais o show do que o disco porque o som do estúdio é muito editado. O show tem uma coisa mais orgânica, funciona melhor.

[LUGAR] Museu Inhotim, Brumadinho (MG)
Para quem nunca foi, vale a pena. É como se fosse um jardim botânico a céu aberto, com várias obras de arte contemporâneas. O lugar é muito bonito e grande, não dá para ver em um dia. É melhor passar o fim de semana em uma pousada ali por perto e fazer um passeio.

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