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“Eu sempre quis ser popular”

Cantora Bruna Caram comenta seu terceiro disco e dá dicas de TV e de música

texto Itamar Dantas

Bruna Caram apresenta seu disco Será Bem-Vindo Qualquer Sorriso no dia 29 de março, no Auditório Ibirapuera. Foto: divulgação

No dia 29 de março, a cantora Bruna Caram sobe ao palco do Auditório Ibirapuera para apresentar o seu terceiro álbum, Será Bem-Vindo Qualquer Sorriso. Diferente dos dois anteriores, o terceiro disco de Bruna foi uma produção independente. Agora, ela assumiu um papel ativo na produção e na preparação de seu trabalho. “Dá para ver mais vigor, é mais forte, tem gargalhada. Eu queria trazer mais essa coisa do ao vivo, passar a emoção para o estúdio. Não há mais tanta diferença entre um artista independente e um de gravadora. Conheço muitos. Não é mais uma escolha de tudo ou nada, poucas coisas fizeram falta”, diz.

Será Bem-Vindo Qualquer Sorriso ainda conta com duas composições de sua autoria, e também de nomes consagrados como Jorge Ben Jor, Rita Lee, Caetano Veloso e Zé Rodrix, todas com um toque de soul e blues. ”Eu nunca quis ser uma cantora para poucos, sempre quis ser popular. É um show sobre redescoberta. Como o disco tem essa coisa do soul e do blues, a banda está com cara de gig, de um quarteto jazzístico. Eu digo que o terceiro disco é a glória, tem muito mais repertório”, garante a cantora. O show reúne músicas de seus três discos e conta com a participação especial da cantora Marina de la Riva.

Para a seção Tô Assobiando, Bruna dá dicas que vão de música a série de TV. Renato Braz e Chico César estão entre as suas dicas musicais.

[DISCO] CASA DE MORAR, DE RENATO BRAZ
O Renato é o maior cantor do Brasil. Ponto. Que voz é essa? Parece um pássaro cantando, um vozeirão, mas tranquilo – sem esforço nenhum ele lança sua voz grandiosa. Emociona. Sem contar que é um querido; ganhei esse disco dele e não sai do meu carro de jeito nenhum.

[SÉRIE DE TV] MAD MEN
Fui viciada confessa em outras séries, como Lost Dexter, mas Mad Men é diferente. Densa, dramática, muito real e muito intrigante. É toda sobre o ser humano, e é muito fiel à realidade. Sem contar, claro, o charme (e as mazelas, viu?) dos anos 1960. Vivo falando para todo mundo assistir.

[SHOW] AOS VIVOS AGORA, DE CHICO CÉSAR
O Chico é meu parceiro (ainda não lancei nossa primeira parcerê, mas ela existe e é linda!). Assisti no mês passado a esse show em Sampa, no Tom Jazz, e o Chico, sem banda, sozinho, já é um show à parte. Engraçadíssimo, talentosérrimo. Para completar, essa turnê que está rolando tem participação do Dani Black, amigo compositor maravilhoso que gravei nos meus dois discos mais recentes. Belo encontro! Adoro!

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