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O ofício do verso em Roraima

Eliakin Rufino, compositor e poeta, não se separa de Maiakóvski, Octavio Paz e Amazônia

texto Érica Teruel    |   fotos Cia de foto

Eliakin Rufino em show no Itaú Cultural

Nascido em Boa Vista, Roraima, Eliakin Rufino começou sua carreira artística nos anos 1980, lançando livros de poesia. Hoje trabalha também como cantor, compositor, produtor cultural, professor e filósofo. Tem quatro CDs solo: Amazônia Legal (1997), Me Toca (1998), Eliakin em Porto Alegre ao Vivo (2006) e Mestiço (2008). Neles estão músicas com letras ácidas e bem-humoradas com temas sociais, ambientais, políticos e existenciais.

Como mestiço – característica que faz questão de destacar –, contempla sem preconceito vários ritmos: do bolero ao rap, do blues ao pop. Confira as dicas que ele mandou para o Álbum:

[ LIVROS ]
“Leio livros desde que aprendi a ler e neles descobri e me encantei com a poesia. Eu destacaria aqui três títulos que contribuíram muito para minha formação de poeta: O Arco e a Lira, do poeta mexicano Octavio Paz; Esse Ofício do Verso, do argentino Jorge Luis Borges, e Poética – Como Fazer Versos, do russo Vladimir Maiakóvski.”

[ FILME ] Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás – Renato Barbieri
“Sou apaixonado por documentários. Vi, aplaudo e recomendo a produção Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás, de Renato Barbieri. Filmado no Maranhão, na Bahia e no Benim, antigo reino do Daomé, é fundamental para quem quer entender o Brasil. E para entender o Brasil, tem que começar pela África.”

 [ FESTIVAL ] Fecani
Fecani, o maior festival de música popular da Amazônia brasileira, acontece há mais de 20 anos, sempre no início de setembro, na cidade de Itacoatiara, no Amazonas. De 1990 até 1999 eu participei do evento como jurado, atração e concorrente. Fui premiado muitas vezes, duas delas com troféu de melhor letra. Transmitido ao vivo pelo Amazon Sat, reúne músicos de todo o país no meio da floresta amazônica.”

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