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Bahia, samba e baião de dois

Dicas de Cacá Machado vão do samba real de Rodrigo Campos ao ficcional de Paulo Lins

texto Redação

Entre as dicas de Cacá Machado está o livro Desde que o Samba É Samba, de Paulo Lins. Fotos: divulgação

Cacá Machado é músico e historiador. Em 2013, lançou seu primeiro álbum, Eslavosamba, parceria com os amigos de origens eslavas: Arthur Nestrovski, Guilherme Wisnik, Vadim Nikitin, André Stolarski, Zé Miguel Wisnik e Eduardo Climachauska. Além da agenda de divulgação do disco – dia 28 de agosto toca no Solar de Botafogo, Rio de Janeiro –,  está em cartaz, com o compositor Rômulo Fróes, no show Canções de Oréstia. No palco, ambos interpretam músicas compostas pela dupla para a peça Oréstia, texto clássico de Ésquilo, adaptado por Alexandre Costa e Patrick Pessoa com direção de Malu Galli. Desarticulações é outro espetáculo que conta com sua trilha sonora. A peça é baseada em texto da argentina Sylvia Molloy e tem direção de Isabel Teixeira. No elenco, Regina Braga.

Para a seção Tô Assobiando, Cacá trouxe dicas de música, culinária e literatura.

[DISCO] Bahia Fantástica, de Rodrigo Campos
Bahia Fantástica é um marco da produção musical contemporânea, tanto pela sonoridade do disco quanto pela impressionante qualidade das composições. Rodrigo, além de grande instrumentista, é um compositor original e único, admiro profundamente sua obra. E admiro na mesma proporção a roda do Rodrigo: Romulo Fróes, Kiko Dinucci, Juçara Marçal, Thiago França e Marcelo Cabral. Criadores inquietos e comprometidos com a originalidade.

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[COMIDA] Baião de dois, canolli siciliano, ceviche e ostras
Adoro comer e cozinhar. Um roteiro clássico na minha amada São Paulo é almoçar “Baião de dois com jabá” no Rancho Nordestino, na Rua Manoel Dutra, e caminhar até a Treze de Maio para comer a sobremesa: o maravilhoso “Canolli siciliano” da Basilicata. Bixiga é o meu bairro. À noite, jantar um imbatível e autêntico ceviche no Rinconcito Peruano (na Rua Aurora), nova “descoberta” na cracolândia.

Recentemente viajei para Nova York e conheci o Oyster Bar, que fica na Grand Central Station. É um lugar excitante e delirante! Você se senta ao balcão, toma um vinho branco (do Oregon!) e fica vendo um monte de gente comendo, conversando e se divertindo. Daí você pede um cardápio somente de ostras e tem uma variedade de mais de 30 tipos. Ainda tem as vieiras e os caranguejos gigantes. Tudo fresco, recém saído do mar. Um dia vou morar no Oyster Bar!

[LIVRO] Desde que o Samba É Samba, de Paulo Lins
Desde que o Samba É Samba é o segundo e esperado romance de Paulo Lins, depois que ele surgiu no mundo literário com o originalíssimo Cidade de Deus. Neste, Paulo mostrou uma habilidade particular de criar e articular narrativas polifônicas entre personagens como Bené, Dadinho/Zé Pequeno e Buscapé. No novo romance, Paulo parece que sofisticou sua prosa e ganhou concisão narrativa tecendo, mais uma vez, uma trama polifônica em torno dos personagens reais e fictícios que “inventaram” o samba no bairro do Estácio, no Rio de de Janeiro de 1930: Ismael Silva, Brancura e tantos outros. História e ficção são o verso e reverso da mesma moeda. Salve Paulo Lins!

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