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As indicações de Eduardo Gudin

O compositor paulistano dá dicas culturais

fotos Joana Gudin

 

O cantor, compositor e instrumentista começou a tocar violão aos 13 anos e desde então não parou. Ao longo de sua trajetória, trabalhou ao lado de nomes como Elis Regina e Hermeto Pascoal, tornando-se um dos grandes contribuidores da música popular brasileira. No domingo 28 de maio, o artista convida Lela Simões para um show no Itaú Cultural.

Eduardo conta ao Álbum um pouco sobre suas referências para além do universo musical:

[LIVRO] Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa
Além da linguagem totalmente original e dos neologismos, chama minha atenção como o autor se aprofunda nas contradições dos sentimentos humanos.

[DISCO] The Composer of Desafinado Plays, de Tom Jobim
É o primeiro disco do Tom Jobim e acho que é o mais importante da música brasileira. Foi lançado em 1963 pela Verve Records e a versão brasileira do álbum saiu no ano seguinte pela gravadora Elenco, com o título Antônio Carlos Jobim. Ali tem “Desafinado”, “Garota de Ipanema”, “Insensatez” e outros standards. E tem aquele pianinho muito bem tocado do Tom, acompanhado por orquestra. Esse disco mudou a música do mundo.

[FILME] Lawrence da Arábia, de David Lean
É considerado um dos melhores filmes do todos os tempos. David Lean é meu diretor predileto, que também fez Doutor Jivago, A Ponte do Rio Kwai, A Filha de Ryan, Passagem para a Índia etc.

[LUGAR] Esquina da Avenida Ipiranga com a Avenida São João, em São Paulo
Como um bom paulistano, vou citar a esquina da Avenida Ipiranga com a Avenida São João, que serviu de inspiração para o Paulo Vanzolini compor a música “Ronda”. Ali tinha o hotel Normandie, onde eu conheci a Elis Regina, o Ronaldo Bôscoli e o Roberto Menescal, que estavam hospedados lá. Eu tinha 16 anos de idade e pedi para eles me ouvirem tocar violão. Aí eles me receberam na sala de visita do hotel e tiveram o carinho de me escutar. Depois daquele teste, fui chamado para tocar no programa O Fino da Bossa, da TV Record. Toquei “Morena Boca de Ouro”, do Ary Barroso. Foi assim que comecei minha carreira artística. Esse lugar é muito especial para mim, pois me traz muitas recordações. Acho que é um lugar que qualquer um que visite São Paulo precisa conhecer.

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