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“Somos caçadores de sonhos perdidos”

Zero Freitas conta histórias de sua coleção de 5 milhões de discos

texto Itamar Dantas

Zero Freitas em meio ao galpão onde cataloga sua coleção de vinis. Foto: Itamar Dantas

Uma grande compra de discos jogou os holofotes sobre José Roberto Alves Freitas, Zero Freitas, 60 anos, e sua coleção. Em uma negociação com Paul Mawhinney, dono da maior coleção de vinis do mundo, Zero apanhou 1 milhão de compactos, contendo sucessos da indústria musical  americana. O negócio rendeu matéria no New York Times e dali ganhou destaque em vários veículos de comunicação brasileiros.

Os números impressionam. Pelas contas de Zero, ele acumula cerca de 5 milhões de discos. Atualmente, 12 estagiários catalogam o acervo, trabalho que deve render ainda pelo menos 20 anos – se ele parar de comprar álbuns, coisa que parece não estar nos planos do empresário. Músico, Zero é também sócio de uma empresa familiar, a Transportadora Benfica, e possui uma companhia que faz iluminação e sonorização de peças de teatro e eventos. Recentemente, o espetáculo The Old Woman, do dramaturgo e coreógrafo americano Robert Wilson, que aportou no Brasil estrelada por William Dafoe e Mikhail Baryshnikov, teve a iluminação realizada por sua empresa.

O instinto de comprador de discos começou ainda cedo e a paixão pela música brasileira foi herdada da mãe. Fã de Roberto Carlos, somente do ídolo o colecionador acumula mais de 1700 cópias. O Álbum visitou o galpão onde Zero está catalogando seus discos, espaço que abriga cerca de 500 mil bolachões. Em outro galpão, na Lapa, em São Paulo, fica o restante da coleção, além dos 100 mil, pérolas suas, que Freitas guarda em casa.

Em entrevista ao Álbum, o músico conta um pouco de sua obsessão pelos vinis e as histórias escondidas por trás de alguns desses milhões de álbuns.

ÁLBUM – Quando sua coleção começou a tomar essa proporção tão expressiva?
ZERO – Até a virada do século eu estava chegando em 50 mil discos. Foi por essa época que entrei no eBay, em 1999, logo que se falou do eBay pela primeira vez. E aí descobri um mundo maluco. Por exemplo: sou fã de Bidu Sayão, cantora lírica brasileira [1902-1999]. Mas nessa época não conhecia. Comecei a pesquisar. Cantou 25 anos como titular no Metropolitan de Nova York. Foi titular de várias óperas. Opa, vamos lá, que raio de nome é esse? Bidu? Sayão? Não é um nome comum. Tem disco? Tem disco brasileiro, tem uns dois discos brasileiros dela. Mas aí eu vejo: os LPs são americanos, lançados pela Columbia. Saíram aqui, mas foram gravados lá. Aí você vai e procura. Descobre que tem mais, tem álbuns de 78 rotações. O eBay me abriu uma porta maluca. Você pesquisa lá Bidu Sayão e vem: revista Life, de setembro de 1950. O lançamento de um disco dela da Columbia, de página inteira, na página 56. Compra a revista. Quanto é? Cinco dólares. Isso em 2000. Hoje, parou de ter revista Life, ou a revista que for, com manchete dessa época americana. Hoje você não compra mais uma revista Life por 3 dólares. Você compra uma página da propaganda da Bidu Sayão por 20 dólares. Imagina do Frank Sinatra. O eBay foi uma loucura nesse sentido. Eu tive a sorte de comprar autógrafos da Bidu Sayão, discos autografados, boa parte da discografia dela. Nunca vou falar que tenho tudo de alguém. Tudo eu não tenho de ninguém. Então se abriu um grande mundo. Eu me tornei um cara de eBay bastante ativo.

Conte um pouco sobre como se deu essa negociação com o Paul Mawhinney.
O Paul Mawhinney é conhecido dos americanos como colecionador. Chegou um momento em que ele quis vender a coleção porque está doente, com diabetes, ficando cego, não tem filhos, com um supergalpão de discos. Ele fez negócio com a biblioteca do Congresso americano. Vendeu. Na hora de fechar o contrato, com tudo acertado, o conselho de administração, os notáveis da biblioteca, disse que não havia uma justificativa plausível para investir 25 milhões de dólares em produtos cujo valor é subjetivo. Teriam de justificar isso perante o povo americano. Não é uma entidade privada. Bloquearam a negociação. Ali ele teve o primeiro grande baque. E foi atrás de outras instituições. Ele sabe que tem uma coisa que não existe em outro lugar dos Estados Unidos. Pelo menos parte da coleção dele não tem nos Estados Unidos. Se ele tem a coleção completa da Prestige ou da Blue Note, outros americanos também têm. Mas certas coisas ele é o único a ter. Você pode até conseguir juntar o que ele tem, mas teria de juntar coleções pra fazer isso. No caso da coleção dele, nenhuma entidade tinha capacidade de negociar com ele. Então ele abriu para o eBay. Da primeira vez que ele vai para o eBay, coloca lá a 10 milhões de dólares, e falou que tinha de ser uma instituição. Ninguém se apresentou. E aí começa a chamar a atenção porque é um grande lote. Muita gente recebeu o alerta, porque ele cita no lote o que ele tem. Eu recebi um alerta porque ele tinha um Tom Jobim. Dos meus 50 alertas, um deles era Tom Jobim. Então fui lá pra comprar um Tom Jobim. Ele citou Tom Jobim no texto justamente pra pescar pessoas interessadas. E aí ele põe o lote à disposição de novo e abre para pessoas físicas, desde que apresentem um projeto do que vai ser feito. Eu e o mundo começamos a acompanhar o Paul Mawhinney. Ele virou verbete da Wikipedia. Criou um site chamado A Maior Coleção do Mundo, isso em 2006, 2007. Criou um site onde conta a história da coleção… E aí, o que acontece? Um sujeito de um país meio maluco deu um lance de 3 milhões de dólares e tinha uma semana pra pagar. Não pagou. Ele entrou em depressão, ficou muito deprimido. Saiu meses de circulação. E começou a noticiar que estava picotando a coleção. Vendia 100 mil discos pra alguém. Toda a Blue Note pra outro. E aí procurou a gente.

O que tem no lote que você comprou?
O Alan saiu de Nova York, foi até Pitsburgh e, de tudo que ele falou, a gente fechou os 7 polegadas, 1 milhão de compactos. Segundo ele, 750 mil da coleção e 250 mil repetidos. Esse lote ninguém tem nos Estados Unidos. É parada de sucessos, Billboard, tudo que entrou na parada de sucessos tem lá. Em 750 mil tem muita coisa. Mas não era objetivo dele ter todos os 7 polegadas de Frank Sinatra, por exemplo. Não era objetivo dele e eu creio que não tem. O que ele preconiza é que tudo que está na Billboard está lá.

Conte alguma história desses discos.
Com certeza ele tem o compacto do Stan Getz com a Astrud Gilberto cantando “Garota de Ipanema”. No lote não deve ter mais nenhum outro compacto da Astrud nem do Stan Getz, mas aquele tem porque entrou para a Billboard e foi o disco de jazz mais vendido da história. A Astrud nem era cantora. Ela era apenas a mulher do João Gilberto e estava no estúdio. O João Gilberto foi para o Carnegie Hall, os americanos adoraram a bossa nova. O Stan Getz chamou o João Gilberto pra fazerem um disco juntos. Na hora do estúdio, o Stan Getz fala: “Aqui as letras em inglês”. O João fala: “De jeito nenhum, música brasileira eu canto em português, mas a minha esposa canta”. Ela cantou, o disco foi um sucesso e depois ela seguiu carreira artística.

Fale de uma história pessoal de algum de seus discos.
Tem um disco aqui do Palmeiras, Supercampeão de 1959. Quando eu tinha 12 anos, no colégio, fui ver um jogo do Flamengo. Não me lembro com quem. Antes do jogo principal, tinha o do aspirante. O ponta-direita se chamava César. Ele comeu o jogo. Depois de três meses, veio para o Palmeiras: era o César Maluco. Ele já era maluco aos 18 anos, aceitou jogar como aspirante na ponta-direita e, quando acabou o campeonato do ano, não tinha espaço no time titular. Aí foi jogar no Palmeiras. Eu falei isso pra ele um dia jogando uma bola, depois que ele já tinha se aposentado. Em 1959, o campeonato terminou e aconteceu uma história de dois campeões empatados. Por isso o Palmeiras é o Supercampeão de 1959, porque teve jogo extra. Foram três partidas extras.

Você é palmeirense?
Não, eu sou da Portuguesa, nasci no Canindé. Mas vi o Pelé, sabia que aquilo tudo era uma coisa histórica. Vi o Pelé muito, muito. Eu tinha 6 anos na época desse campeonato. Estava na casa de um primo meu vendo o jogo. Já era janeiro de 1960, o campeonato era bagunçado, invadia o ano seguinte. O Corinthians é campeão de 1954, mas foi campeão em fevereiro de 1955. Era comum o campeonato atravessar o ano. Palmeiras foi campeão em cima do Pelé e do grande time do Santos. O único time que enfrentava o Santos de igual pra igual era o Palmeiras. E eu lembro da gente vendo o jogo, torcendo pelo Palmeiras porque o Santos ganhava tudo. E, 50 anos depois, encontrei um LP do campeonato, com o Palmeiras, Supercampeão de 1959! É uma memória minha. E é pra isso que o acervo aqui vai servir. Para que as pessoas tenham a chance de acessar esse tipo de coisa. Muitas vezes a pessoa não sabe que existe a coisa. A pessoa chega para buscar uma coisa e leva dez. Chega para buscar uma coisa, não sabe quem cantou, qual é a letra, aí assobia… Aí você fala: “Isso era um jingle, uma propaganda dos cobertores Parahyba, do café Seleto”. Na época era mais comum do que hoje um jingle se tornar um sucesso. A pessoa vem procurar pensando que era uma música. Aí você lembra, mostra para ela. Muitas vezes a pessoa vem falar de uma coisa que eu nunca ouvi falar. Aí digo: “Vamos atrás disso!”. O Google facilita muito. Tem um núcleo de pessoas falando daquilo, pesquisando aquilo. Então, falo para as pessoas: “Você vem buscar, somos caçadores dos sonhos perdidos”.

Além do eBay, que outras ferramentas você usa para comprar discos?
Eu falo do eBay como um ponto de virada nesse negócio, mas conhecer o Alan no Rio me trouxe muitos lotes maravilhosos. Ele faz a interceptação de lotes para mim. Por exemplo: o grande sanfoneiro que tocou no velório do Dominguinhos, mais velho que ele, se chama Zé Calixto. Comprei os discos do Zé Calixto, ele autografou para mim. Ele mora em Belford Roxo há mais de 30 anos. Tem muitos discos autografados, que recebeu de amigos. E dedicou para mim mais de 25 discos dele. Eu tinha três discos dele até então. O Alan me ligou e disse que estava querendo vender 1500 discos. “Os filhos dele também têm, querem vender”. Em outra ocasião, o dono de um bar na Rocinha morreu. O filho ligou porque queria passar os discos dele para frente. O cara ligou e disse: “Ó, eu quero vender esses discos hoje. Tem de ser até meio-dia”. O cara fala isso sem te conhecer. Aí são 10 mil discos, você oferece 5 mil reais para o cara. Isso aconteceu também com a “viúva alternativa” do Luiz Bonfá, um dos maiores violonistas do Brasil [1922-2001]. A mulher dele morreu há um tempo. No dia seguinte que o Bonfá morreu, outra companheira dele me ligou e me vendeu 50 discos maravilhosos.

Quais são os seus negócios?
A Benfica é uma empresa da família, eu tenho 10% dela. Sou o diretor comercial. O diretor comercial responde por licitações públicas, por contratos de algumas empresas que a gente opera. O que sustenta os discos é uma atividade minha pessoal: empreendimentos imobiliários. Eu compro e vendo imóveis. Tenho esta empresa de luz, Armazém da Luz, há 20 anos. Faço luz e som para TV e teatro. O Wagner Freire, meu sócio, é um dos maiores iluminadores do Brasil. E a gente tem vários ramos de negócio. Hoje em dia a gente faz o teatro de várias unidades do Sesc. A gente está com a iluminação da peça The Old Woman, do Robert Wilson, estrelada por William Dafoe e Mikhail Baryshnikov. São coisas de porte, vamos fazer estandes, dois terços do Salão do Automóvel, da Jaguar, por exemplo.

Quarenta anos comprando discos… Você comprou o acervo de muitas rádios pequenas pelo Brasil?
Eu nunca negociei diretamente com ninguém uma rádio. As pessoas que me contatam trazem coisas de rádio. Uma vez me ligaram falando da venda de mil discos da Rádio Tamoio, Globo, de Fortaleza, Rádio Verdes Mares. Aí eu questionei: “Mas uma rádio dessas deve ter pelo menos 30 mil discos. Por que o cara tá vendendo? Ele roubou os mil da rádio?”. A história era que um grande radialista tinha se aposentado e os discos foram dados a ele. Esses mil restantes estavam em outra sala e ficaram na rádio. Aí eu perguntei… “Quem é o radialista?” Resultado: os discos do radialista estão lá em casa. E agora nós estamos atrás do cunhado dele, outro radialista que também ganhou e quer vender. Tem mais uns 10 mil discos lá. Desse radialista vieram 25 mil. Vem muito mix, muito single, muito disco de divulgação, até do Roberto Carlos. Outro dia vi um disco desse de divulgação do Roberto Carlos por 180 reais. Esse single do Roberto Carlos que eu nunca tinha visto, não sabia da existência. Muitos singles são bem fáceis de achar por aí. Pelo menos os discos de rock dos anos 1980. Roberto Carlos era só pra divulgação na rádio mesmo, com capa, com foto. Vieram milhares que eu nunca tinha visto. O radialista se chama Carneiro Portela. Vários estão escritos assim: “Roubado de Carneiro Portela”. “Pô, mas eu comprei! Pelo menos me dá um selo escrito: Doado por Carneiro Portela”. [risos] Mas quando chegam 25 mil discos, boa parte vai para a minha casa mesmo. Aí eles [a equipe] ficam fazendo a triagem do que é mix e do que não é. O que é comum fica aqui. Se tem aqui, é porque eu já tenho em casa.

Outra história curiosa?
Ah, tem muitas! Tenho um compacto da UNE que se chama O Povo Canta. Na nossa adolescência era um mito a “Canção do Subdesenvolvido”, do Carlos Lyra e do Chico de Assis. A gente cantava isso em aula. Chico de Assis era um dos autores clássicos do Teatro de Arena, autor e ator do Teatro de Arena. Nos anos 1980, ele é encenado pela companhia do Antonio Fagundes. Um dos grandes sucessos do Fagundes foi a peça Xandu Quaresma, texto do Chico de Assis. Ele é professor de dramaturgia e grande cronista, que hoje deve ter uns 70 e poucos anos. É dessa turma do Arena. Ele faz a “Canção do Subdesenvolvido” em 1960. Carlos Lyra musicou. É um compacto com cinco músicas. A elite e os milicos odiavam essa música. O CPC da UNE saía para fazer cultura popular de rua e vendia esse disco. E prensavam mais e vendiam. Esse disco, segundo eles da UNE, vendeu mais de 3 milhões de cópias. Mas e aí? Cadê essas cópias? Até o dia 31 de março 1964, elas estavam por aí. No dia 1 de abril, as pessoas começaram a jogar os discos pelas janelas, fizeram fogueiras, não queriam estar envolvidas com isso. Isso foi comum no Rio, principalmente na Zona Sul, que era aquela coisa fechada. Está registrado no livro da história do CPC da UNE, da Jalusa Barcellos.

Você trabalhou com teatro também?
Mais de 200 espetáculos desde 1975 até uns três anos atrás. Como ator, músico, diretor musical. Faço trilha sonora. Componho. Trabalhei com Juca de Oliveira, Helena Ravache, Regina Duarte, com grandes diretores. Alguns foram entrevistados pela Folha. Liga pro Zé Celso. Ele falou que eu sou muito caprichoso. Fiz Hamlet, As Bacantes, viajei com eles até minha mulher proibir. Mesmo o Euclides da Cunha deles, eu fui consultor. Eles iam lá em casa pegar sons para levar. Trabalhei 12 anos com Fauzi Arap [1938-2013], também com Chico Medeiros, que é meu amigo até hoje. Inclusive, muitos diretores deram discos para nós. José Luiz Siqueira, Chico Medeiros, Márcio Aurélio. Vários diretores com quem eu trabalhei me deram seus discos.

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