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Punhal de Prata

Alessandra Leão e Rafa Barreto revisitam obra setentista de Alceu Valença

texto Itamar Dantas

Imagens dos discos de Alceu Valença da década de 1970 entre Alessandra Leão e Rafa Barreto. Fotos: divulgação

Punhal de Prata é o nome do show de Alessandra Leão e Rafa Barreto em tributo a Alceu Valença. É também o nome da segunda música do disco Molhado de Suor, lançado por Alceu em 1974, e integra a lista de canções da dupla em suas releituras do pernambucano.

Alessandra Leão foi quem despertou para a ideia de reviver as obras do início da carreira de Alceu. Para o projeto, selecionou músicas de seus quatro primeiros álbuns: Quadrafônico (1972), de Alceu com Geraldo Azevedo; Molhado de Suor (1974); Vivo (1976); e Espelho Cristalino (1977). “Escuto esse repertório desde que eu me entendo por gente. Ele é muito presente na minha geração”, confessa a cantora. Do período setentista, ficou de fora o disco A Noite do Espantalho (1974), trilha sonora do filme homônimo. “Nós não somos profundos pesquisadores da obra de Alceu Valença. Pegamos as músicas a partir de coisas que eu já conhecia e gostava de ouvir mesmo”, conta.

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Definido o escopo para escolha das canções, Alessandra foi buscar um parceiro. Da nova geração de músicos, um nome surgiu com facilidade: o amigo, guitarrista, cantor e compositor Rafa Barreto. “Eu tinha certeza que ele ia conhecer tudo desse repertório. O pai dele [Vicente Barreto] compôs ‘Morena Tropicana’ com Alceu.” Rafa não conhecia o repertório, mas topou logo: “Quando a Alessandra me chama para alguma coisa, eu aceito de cara”.

Juntos, os dois decidiram fechar a proposta apenas como dupla. Rafa deixou seu violão e focou na guitarra, instrumento que há tempos não tocava. Testou timbres e riffs e criou as harmonias para que Alessandra cantasse o repertório. “Como eu não conhecia o repertório, não tenho vícios. Estava tudo em aberto. Fui descobrindo coisas que certamente vou usar. Esse repertório permite isso. Se fosse mais fechado, certamente a gente não iria mexer, porque a gente não faz esse tipo de coisa. A gente é torto mesmo”, garante o instrumentista.

No setlist, canções marcantes se misturam a outras menos conhecidas de Alceu, como “Papagaio do Futuro”, “Punhal de Prata”, “Maria dos Santos”, “Molhado de Suor” e “Raposa e Rouxinol”. A dupla apresenta o show Punhal de Prata pelo Brasil e ainda há a expectativa de transformá-lo em disco.

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