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Na íntegra, on-line (2013)

Lista traz 27 discos nacionais disponibilizados para download ou audição on-line

texto Itamar Dantas

Seleção traz 27 álbuns lançados em 2013, disponibilizados na íntegra on-line pelos próprios artistas. Foto: divulgação

O ano de 2013 vai chegando ao fim trazendo um ótimo balanço de álbuns lançados. Em 2012, listamos 25 discos disponibilizados na íntegra on-line pelos próprios artistas e nesta temporada seguimos a bula, apresentando mais 27 trabalhos com os links para que você ouça ou faça o download gratuitamente.

Capas dos discos Apanhador Só, Bixiga 70 e Passo Elétrico. Fotos: reprodução

1 – Antes que Tu Conte Outra [Apanhador Só]
O segundo disco da banda Apanhador Só foi financiado pelos próprios fãs por crowdfunding. No registro, o grupo incorporou nas letras e nos arranjos a revolta com os acontecimentos políticos que se deram a partir de um confronto entre manifestantes e policiais em Porto Alegre, resultando em uma sonoridade mais agressiva e experimental.

2 – Bixiga 70 (2013) [Bixiga 70]
O som instrumental carregado de referências africanas, com as guitarras rítmicas, as fortes percussões e os metais, continua presente no segundo álbum do grupo. Mas, para além do afrobeat, a sonoridade vai da música de candomblé à Etiópia e ao carimbó paraense.

3 – Passo Elétrico [Passo Torto]
O segundo álbum do quarteto paulistano Passo Torto foca sua sonoridade nos instrumentos eletrificados. Sem percussão, a construção rítmica é pautada pelos instrumentos de cordas; as letras giram em torno de reflexões, na contraposição do íntimo com o coletivo, com a cidade.

Capas dos álbuns EslavoSamba, Disco e Malagueta, Perus e Bacanaço. Fotos: reprodução


4 – EslavoSamba
[Cacá Machado]

Eslavosamba é o álbum de estreia de Cacá Machado, compositor, violonista e historiador paulistano. Transita entre o samba e as origens eslavas de uma série de amigos, com quem dividiu suas composições: Arthur Nestrovski, Guilherme Wisnik, Zé Miguel Wisnik, Vadim Nikitin, André Stolarski e Eduardo Climachauska. Conta com a participação de Elza Soares, Márcia Castro, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos, Romulo Fróes, Meno Del Picchia e Guilherme Kastrup, entre outros.

5 – Disco [Arnaldo Antunes]
Arnaldo entrou para o estúdio em abril de 2013 e foi convidando amigos, até maio, para dar vida às suas ideias. O resultado é um disco heterogêneo, não somente nas letras, mas também nos arranjos e nas participações. Presentes nos últimos álbuns do cantor, Marcelo Jeneci, Curumin e Edgard Scandurra aparecem em meio a outros músicos, como os cantores Céu e Felipe Cordeiro, e medalhões, como o soulman Hyldon.

6 – Malagueta, Perus e Bacanaço [Thiago França]
O novo álbum de Thiago França é baseado no conto que dá nome ao livro de estreia do escritor paulistano João Antônio, Malagueta, Perus e Bacanaço (1963). Composições de França e dos parceiros Rodrigo Campos, Kiko Dinucci, Romulo Fróes e Rodrigo Ogi se baseiam na história dos três malandros que saem à procura de jogo nos salões de sinuca paulistanos.

Capas dos discos Pelos Trópicos, Porque a Boca Fala Aquilo que o Coração Tá Cheio e Ordem Aleatória. Fotos: reprodução


7 – Pelos Trópicos
[Andreia Dias]
O ano mal tinha começado e Andreia Dias já disponibilizava na rede o resultado de sua excursão por dez capitais brasileiras. Integrante das bandas DonaZica e Banda Glória, a cantora e compositora foi atrás de inúmeros parceiros pelo país para registrar este novo trabalho. Entre eles, Cabruêra, de João Pessoa; Felipe Cordeiro, de Belém; Thalma de Freitas, do Rio de Janeiro; e Baiana System, de Salvador.

8 – Porque a Boca Fala Aquilo que o Coração Tá Cheio [Verônica Ferriani]
O título vem de uma passagem bíblica, mas não é nos ensinamentos religiosos que Verônica se apega para a obra. Em suas composições, Ferriani fala de amor, de suas relações, dos aprendizados da vida. No segundo disco, a cantora mostra seu lado compositora – todas as músicas são de sua autoria. Com produção de Gustavo Ruiz e Marcelo Cabral, o disco ainda conta com os músicos Guilherme Held, Sergio Machado, Pepe Cisneros, Mauricio Takara, Regis Damasceno, Mauricio Badé, Paulinho Viveiro e Edy do Trombone.

9 – Ordem Aleatória [Rafa Barreto]
Em seu segundo álbum, Rafa Barreto resolveu fazer um disco aleatório. As faixas não são numeradas, as temáticas são diversas e cada música tem uma assinatura diferente, tanto na composição quanto na mixagem e na pós-produção. As canções foram finalizadas em um estúdio para garantir o contraste dentro do mesmo álbum.

Capas dos discos Gango do Eletro, Irene Preta, Irena Boa e A Arte de Ser Invisível. Fotos: reprodução


10 – Gang do Eletro
[Gang do Eletro]
A Gang do Eletro é um dos grupos de destaque do tecnobrega paraense. Em 2013, depois de ter excursionado pelo Brasil ao lado de nomes como Gaby Amarantos e Felipe Cordeiro, o grupo formado em 2009 lançou seu disco de estreia, em que faz uma compilação de seus dançantes ritmos eletrônicos.

11 – Irene Preta, Irene Boa [Irene Bertachini]
Em seu disco de estreia, Irene Bertachini foi buscar referências em Manuel Bandeira. O poema que leva seu nome, “Irene no Céu”, está presente no título do álbum e em toda a obra. Com oito canções de sua autoria, o trabalho contou com a participação de seus contemporâneos, como Gustavo Amaral, Rafael Martini, Leandro César, Luiza Brina, César Lacerda, Bernardo Maranhão, Makely Ka e Rafael Pimenta, além dos veteranos Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro.

12 – A Arte de ser Invisível [Juliano Holanda]
Juliano Holanda tem apenas 35 anos de idade, mas atua há mais de 20 como compositor, instrumentista, arranjador e produtor musical em Pernambuco. Membro da Orquestra Contemporânea de Olinda, o músico já teve mais de cem composições gravadas por outros artistas. Em A Arte de Ser Invisível apresenta 11 de suas composições interpretadas por ele e vários convidados, como Marcelo Pretto, Ceumar, Tatiana Parra, Jr. Black, Carlos Ferrera, Siba, Laya Lopes e Geraldo Maia.

Capas dos álbuns Condição Humana, Vamos pro Quarto e Feras Míticas. Fotos: reprodução


13 – Condição Humana
[Guilherme Arantes]
Guilherme Arantes andava sumido até tornar público seu disco Condição Humana, em que retoma a sonoridade que o consagrou entre os anos 1970 e 1980. Na empreitada, novos companheiros como Kassin, Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Thiago Pethit e Mariana Aydar.

14 – Vamos pro Quarto [Cérebro Eletrônico]
Todas as canções do quarto álbum do Cérebro Eletrônico, Vamos pro Quarto, são assinadas pelos cinco membros da banda. Em um fim de semana, em dezembro de 2012, foram para o Recanto Rural do Mestre Pui, em Bragança Paulista, e experimentaram sonoridades, trocaram experiências e criaram diversas canções das quais retiraram as nove do novo disco.

15 – Feras Míticas [Garotas Suecas]
O segundo disco da banda Garotas Suecas mantém as referências à tropicália e ao funk e ao soul, mas, em comparação ao álbum anterior, traz letras mais introspectivas e as músicas são mais lentas. Em meio às composições do grupo, há ainda a versão para “Charles Chacal”, dos Titãs, música censurada pela ditadura e nunca registrada em um disco. Paulo Miklos participa da nova versão.

Capas dos discos I A R A, Kastrupismo e Tribunal do Feicebuqui. Fotos: reprodução


16 – I A R A
[Iara Rennó]
Em I A R A, Rennó apresenta 11 composições autorais e uma regravação: “Roendo as Unhas”, de Paulinho da Viola [do álbum Nervos de Aço, 1973]. Com a guitarra em punho, a cantora é acompanhada por Ricardo Dias Gomes, que toca um pocket piano no lugar do baixo, e por Leo Monteiro, que toca bateria, percussão eletrônica e ruídos. Iara revira o samba de Paulinho da Viola e chega à música dodecafônica (“Estribilho”).

17 – Kastrupismo [Guilherme Kastrup]
Em Kastrupismo, Guilherme Kastrup investe na colagem e na construção de ritmos a partir dos mais diversos sons sampleados. Aos muitos amigos que visitavam seu estúdio Kastrup mostrava alguma música e os deixava livres para intervir. Assim, o disco reúne inúmeros parceiros de estrada: Benjamim Taubkin, Chico Correa, DJ Tudo, Edgard Scandurra, Gero Camilo, Gustavo Ruiz, Kiko Dinucci, Lu Lopes, Marcia Castro, Marcio Arantes, Paulo Tatit, Pedro Poli, Ricardo Herz, Rubi, Sacha Amback, Simone Julian, Suzana Salles, Tata Fernandes, Thalma de Freitas Thiago França e Zé Pitoco.

18 – Tribunal do Feicebuqui [Tom Zé]
Tom Zé afirmou que não sabia a tamanha repercussão (negativa) que teria a sua participação como narrador de um comercial da Coca-Cola. Depois de ser muito criticado por seus fãs nas redes sociais, o compositor, em parceria com uma nova safra de músicos paulistanos, lançou a sua resposta às críticas em cinco canções. Participam do EP os grupos Filarmônica de Pasárgada, Emicida, O Terno, Trupe Chá de Boldo e Tatá Aeroplano.

Capas dos discos Piracema, Embalar e Frevox. Fotos: reprodução


19 – Piracema
[Do Amor]
Em dezembro de 2011, a banda Do Amor se reuniu na fazenda Piracema, em Três Rios, interior do Rio de Janeiro, para trabalhar as composições de seu novo álbum, que recebeu o nome do seu local de criação. Lá, desenharam “mais ou menos 40 canções, fora as levações de som”, segundo o baterista e vocal Marcelo Callado. Dessas, 18 foram selecionadas para compor Piracema, um disco longo, com 72 minutos de duração, e um amplo leque de referências – marca do grupo já em seu disco de estreia, Do Amor (2010). O som vai do rock ao pop, passando pelo carimbó e pela cumbia.

20 – Embalar [Ná Ozzetti]
A cantora e compositora paulistana apresenta canções de Dante Ozzetti, Luiz Tatit, Manu Lafer, Dea Trancoso, Kiko Dinucci , Jonathan Silva, Makely Ka, Alice Ruiz, Tulipa Ruiz e de sua autoria. O álbum conta ainda com a participação de Mônica Salmaso, Ivan Vilela, Juçara Marçal, Marcelo Pretto, Mariana Furquim Kiko Dinucci e Uirá Ozzetti.

21 – Frevox [Péricles Cavalcanti]
O carioca Péricles Cavalcanti começou a esboçar seu disco Frevox em 2010 e nele apresenta canções com várias temáticas e ritmos: vai de suas recorrentes referências à Grécia antiga [“Respiro” e “Safados”] ao rock [“A Comovente História do Beatle que Virou Duende e “Juro (Largo Tudo por Você)”], passando ainda pelo funk na homenagem a James Brown de “Sex-Maxixe” e pelo samba em “Se For um Samba”.

Capas dos discos Cavalo, O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui e Êxodo. Fotos: reprodução


22 – Cavalo
[Rodrigo Amarante]
Um disco com letras introspectivas e arranjos minimalistas. Composto durante um exílio pessoal do compositor, o álbum traz canções com letras inspiradas em suas experiências e em suas referências literárias e musicais.

23 – O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui [Emicida]
Emicida para além do hip-hop. No disco, o compositor apresenta seus versos entre o rap, o samba, o rock e as levadas pop. Com Pitty, Tulipa Ruiz, Juçara Marçal, Wilson das Neves, Fabiana Cozza, o parceiro Rael, sua mãe, Jacira, entre outros.

24 – Êxodo [Entrevero Instrumental]
Vindo do sul do país, o Entrevero Instrumental mistura a música tradicional de sua região à música contemporânea. O grupo é formado pelos músicos Filipe Maliska (bateria), Rodrigo Moreira (baixo), Diego Guerro (acordeom), Jota P. Barbosa (saxofone) e Arthur Boscato (violão). Êxodo tem participação especial de Filó Machado e Hermeto Pascoal. O trabalho rendeu ao quinteto o Prêmio Funarte de Música Brasileira em 2013.

Capas dos álbuns Zebrabeat Afro-Amazônia, De Graça e É o que Temos. Fotos: reprodução


25 – Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra
[Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra]
A Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra é formada pelos músicos Júnior Gurgel (bateria), Príamo Brandão (baixo), Leo Chermont (guitarra), JP (percussão), Dan Bordallo (teclado), Stefano Manfrin (sax) e Davi Amorim (guitarra). De Belém, Pará, o grupo revela a mistura entre as sonoridades de sua região, como as guitarradas e o carimbó.

26 – De Graça [Marcelo Jeneci]
Desde seu disco de estreia, lançado em 2010, Marcelo Jeneci se tornou requisitado tanto como músico quanto como intérprete. Em sua segunda experiência autoral, Jeneci traz mensagens claras: é preciso se libertar; e o melhor da vida é de graça. A produção é assinada por Kassin e Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy) e tem os arranjos encabeçados por Eumir Deodato.

27 – É o que Temos [Bárbara Eugênia]
O segundo registro fonográfico da cantora tem produção assinada por Clayton Martin e Edgard Scandurra. As canções percorrem o universo romântico com pegada setentista. Participação de Pélico e Tatá Aeroplano.

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