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Herdeiros do rock rural

Banda Matuto Moderno lança quinto álbum em show no Auditório Ibirapuera

texto Itamar Dantas

Matuto Moderno apresenta seu quinto disco no Auditório Ibirapuera em fevereiro. Foto: Divulgação

Filiado ao rock rural, que teve como expoentes Sá, Rodrix e Guarabyra e Quinteto Violado no início dos anos 1970, o grupo Matuto Moderno chega em 2013 ao seu quinto álbum, Matuto Moderno 5. A mistura de rock e músicas de raiz e caipira estará no show de lançamento no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, no dia 1º de fevereiro.

O disco foi gravado ao vivo durante seis dias em um sítio na cidade de Pedralva, interior de Minas Gerais. Em meio aos ritmos regionais, como a catira e o pagode, uma viola maciça distorcida por um amplificador valvulado pode remeter o ouvinte a um disco setentista de heavy metal, como em  “O Escuro” ou “O Tombo”.

>> OUÇA A PLAYLIST VIOLAS MARRUDAS

>> LEIA “QUATRO NOTAS DE RICARDO VIGNINI” 

Matuto Moderno teve duas mudanças em sua formação entre o último álbum e este lançamento. Edson Fontes, que já dançava catira no grupo desde 2002, passou a dividir os vocais com o novo membro, o violeiro Zé Helder. Segundo o integrante Ricardo Vignini, a nova formação se reflete na sonoridade. “Os extremos ficaram mais acentuados, mais rock e mais raiz. A banda não tem mais guitarra; toquei apenas minha viola maciça plugada em um amplificador valvulado, e o fato de ter duas vozes deixou o sotaque ainda mais caipira”, garante Vignini. Ao vivo, para reforçar ainda mais o lado raiz, o show também contará com a participação do violeiro Índio Cachoeira.

O público é composto de fãs de música caipira e de rock and roll, ambos conhecidos como radicais e puristas. Vignini garante que, depois de tanto tempo de estrada, a pior fase em relação ao preconceito musical já passou. “Há preconceito, é normal. O público de música de raiz e de rock são muito parecidos, tem o lado radical. Mas, por outro lado, eles são fiéis seguidores dos seus artistas.”

Matuto Moderno é formada por Ricardo Vignini (viola caipira elétrica), Marcelo Berzotti (baixo e voz), Ricardo Berti (bateria), Zé Helder (viola caipira e voz), Edson Fontes (voz e catira) e André Rass (percussão). O disco é uma homenagem ao percussionista Mingo Jacob, cofundador do grupo, falecido um mês antes das gravações.

SERVIÇO
Onde: Auditório Ibirapuera (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº)
Datas: 1 de fevereiro de 2013
Horário: Sexta, 21h
Duração: 90 minutos (aproximadamente)
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: www.auditorioibirapuera.com.br / 11 3629-1075 ou info@auditorioibirapuera.com.br

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