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As pequenas casas na dinâmica cultural de São Paulo

Texto de Marcel Fracassi analisa fatores que estimulam o movimento das pequenas casas de shows em São Paulo

texto Marcel Fracassi

Da esquerda para a direita: Casa de Francisca, Tupinikim e Boutique Vintage Brechó Bar. Fotos: Natália Marcigaglia

Entre as muitas questões a levantar a respeito das cidades e de sua dinâmica cultural, meu foco será a produção e a circulação de música em São Paulo nos últimos anos e como as políticas culturais e urbanas, além das ações privadas, têm contribuído para esse cenário. As entrevistas que analiso aqui foram realizadas por mim e por parte da equipe do Observatório Itaú Cultural a partir de março de 2015, tendo sido divulgadas mensalmente no nosso site.

A cidade em mutação constante
Neste primeiro olhar sobre o contexto cultural de São Paulo, é importante ter em mente o conceito de cidade surgido após a Segunda Guerra Mundial com pensadores como Manuel Castells e Henri Lefebvre, que, baseados em uma orientação marxista, visavam uma cidade mais democrática. Conforme diz Néstor García Canclini no artigo Imaginários Culturais da Cidade: Conhecimento/Espetáculo/Desconhecimento: “O que é uma cidade? Até meados do século XX o pensamento urbano respondia a essa pergunta segundo a configuração física: cidade é o oposto do campo, ou um tipo de agrupamento extenso e denso de indivíduos socialmente heterogêneos. Nas últimas décadas, tenta-se caracterizar o urbano levando em conta também os processos culturais e os imaginários dos que o habitam”.

Os processos sociais e econômicos que formam a cidade também determinam a maneira como o cotidiano da cultura é constituído, conforme se vê no artigo Comentários sobre Henri Lefebvre e o Direito à Cidade, de Carmen Beatriz Silveira, publicado na edição número 5 da Revista Observatório: “Interessa ressaltar a visão de que o duplo processo – industrialização e urbanização – segrega as funções urbanas, promove a alienação dos habitantes da cidade e a conseqüente perda da vida urbana. Essa perda compreende, entre outros aspectos, a perda da vida cultural que se desenvolve no urbano, e os habitantes das periferias sofrem essa perda pois passam a viver na cidade sem usufruir a sociedade urbana”.

 >> LEIA O ARTIGO COMPLETO NO SITE DO ITAÚ CULTURAL

>> LEIA TAMBÉM: SEM CONCESSÃO – PEQUENAS CASAS DEBATEM SEU PAPEL CULTURAL EM SÃO PAULO

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