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Ademilde Fonseca morre aos 91 anos

Cantora era considerada a rainha do choro cantado

Ademilde Fonseca integrou a exposição fotográfica Pioneiras (2009). Foto: Jefferson Dias

A cantora potiguar Ademilde Fonseca morreu na noite dessa terça-feira (27), em sua casa, no Rio de Janeiro. De acordo com a família, a cantora sofreu um mal súbito.

Nascida em 1921 em Macaíba, Ademilde Fonseca começou sua carreira nos anos 1940. Gravou sambas e baiões, mas foi com o choro que eternizou seu nome na música popular brasileira. Graças ao sucesso da versão cantada de “Tico-Tico no Fubá” (Zequinha de Abreu/Eurico Barreiros), em 1942, gravou seu primeiro disco de 78 rotações. Oito anos depois, registrou “Brasileirinho” (Waldir Azevedo/Pereira da Costa), que lhe garantiu o título definitivo de rainha do choro cantado. Em 1967, defendeu “Fala Baixinho”, composição de Pixinguinha e Herminio Bello de Carvalho, no II Festival Internacional da Canção (II FIC).

Entre os LPs gravados, destaque para À la Miranda (1958), Voz + Ritmo = Ademilde Fonseca (1961) e Choros Famosos (1962).

Do alto de seus mais de 90 anos de idade, a cantora continuava em atividade. Fez shows em Porto Alegre na semana passada e participou da gravação de programas de TV. Abaixo, um vídeo do programa Sambão, da TV Record paulista, apresentado nos anos 1970 pela cantora Elizeth Cardoso, no qual Ademilde Fonseca interpreta um pot-pourri de choro. Ao seu lado, o cavaquinista Waldir Azevedo e o Regional do Caçulinha.

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