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“Tecnobrega é o pai de tudo. E a aparelhagem é a rave paraense”

Um dos destaques da Revista Continuum, Gaby Amarantos fala da música de seu estado

Gaby Amarantos

Também conhecida como Beyoncé do Pará, Gaby Amarantos começou a cantar em missas. Foto: Daniel Aratangy

A frase acima é da cantora e compositora Gaby Amarantos, uma das referências do tecnobrega e tema de capa da edição 34 da Revista Continuum.

Com texto de Carlos Costa e fotos de Daniel Aratangy e André Seiti, a matéria traça um panorama desse estilo musical paraense fruto do casamento entre batidas eletrônicas com ritmos como o carimbó, lundu, calypso e guitarradas . O tecnobrega também chama atenção por ter criado um mercado alternativo de produção e distribuição de música e discos. Nessa estrutura, um principais motores é aparelhagem, que existe em Belém os anos 1950. Segundo Antônio Maurício da Costa, professor da UFPA, “[...] é o equipamento sonoro composto de uma unidade de controle e seu operador (o DJ), que possibilita o uso de diversos recursos e alta qualidade na emissão musical, e suas caixas de som, que comportam diversos alto-falantes e tweeters [...]”.

As festas promovidas pelas aparelhagens difundem os novos discos dos produtores. Se uma música cai no gosto do público durante a “rave paraense”, os camelôs tratam logo de garantir sua distribuição. Ou, como afirma Gaby Amarantos para a Continuum, “enquanto o dj está tocando, gravam o show para ser vendido no final, por poucos reais. Dessa forma, fugiu do modelo de ter de estar na tv, fazer propaganda. O movimento é autossustentátel”.

Assista ao vídeo exclusivo produzido pela Revista. Se quiser conferir a matéria na íntegra, clique aqui e baixe o PDF da publicação.

 

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